21 de ago. de 2010

Amigos, amigos. Negócios à parte.

Aquele lugar me assustava. Com toda a certeza do mundo.

Eu olhei pra ele e meu olhar foi “rebatido” com um sorriso enigmático. Pra quem o conhecia, sabia que aquele sorriso era uma descrição do quanto ele se sentia bem naquele lugar fedido.

Fedido. Essa é a palavra. Um antro que exalava o perfume da violência, do sexo, da traição. Resumindo: pecado puro e rústico, na sua mais primitiva forma.

As meninas do lugar chegavam perto como se fossem crianças querendo doce, ou mais que isso. Queriam estar perto dele, até aquele momento eu não entendia o porquê. Afinal, ele não tinha muito pra ostentar. Não mesmo.

Então finalmente eu entendi. Era como um “amuleto” pra elas, afastava pessoas “ruins”, pois havia gente que maltratava as meninas mediante ao tipo de serviço que prestavam.

Osmar nunca me assustou. Não tanto quanto os lugares que costumava estar. Talvez porque o conhecia desde muito pequenos. Fomos praticamente criados juntos. Pros que freqüentavam aquela “fedentina”, ele era um tipo de demônio. Do ponto de vista das meninas, era um anjo, caído, mas ainda um anjo.

Eu sempre podia esperar o que se deve esperar de um melhor amigo. Os outros, nem tanto.

(Aldo Henrique)

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