Certa vez um daqueles 'marombeiros' entrou no bar e arrumou encrenca com um 'magricela'. O pobre homem não fez nada. Ninguém fez. A porrada não rendeu muito: o bombado chegou chegando e forçou o cara a pagar uma rodada de bebida para ele e seus amigos. Logo que a galera braba saiu, Jânio exclamou:
- Rapaz, sorte deles que resolveram encrencar com o magrela. Ah! Se é comigo...
Não dei muita bola e continuamos com outros assuntos.
Uma semana depois aconteceu a mesma coisa. Dessa vez com um cara meio nanico. O mesmo modus operandi, e o Jânio:
- Sorte deles que foi com o baixinho. Ah! Se é comigo...
Novamente não dei muito papo. Paramos por aí e fomos para casa.
Na outra semana eu estava atrasado pra nossa birita de sempre. Liguei pro Jânio dizendo que ia me atrasar uns quinze minutos. Quinze minutos para a tristeza do Jânio e pra minha sorte. Jânio que me desculpe.
Quando cheguei ao bar, encontrei o meu pobre amigo todo surrado. Dois ou mais dentes estavam quebrados. Perguntei o que havia acontecido e o garçom, todo mijado - como era de praxe nas situações de briga -, me explicou tudo: o grandalhão de sempre, ou pelo menos desde a semana retrasada, 'sorteou' o Jânio e aí deu no que deu. Sustentei o que o restou do Jânio nos ombros e fui carregando o cidadão até a sua casa.
No meio do caminho resolvi perguntar onde estava toda aquela valentia que ele exibia quando as vítimas eram os outros. O Jânio, com a cara mais lavada e esbofeteada do mundo, me disse:
- Sabe Jurandir. Eu não quis reagir pra não estender muito a confusão, entende? Não quis machucar os caras. Além disso, eu não me importo muito se esse tipo de coisa acontece comigo.
Agora, se fosse com você Jurandir, meu amigo....
Novamente não dei muito papo. Paramos por aí e fomos para casa.
Na outra semana eu estava atrasado pra nossa birita de sempre. Liguei pro Jânio dizendo que ia me atrasar uns quinze minutos. Quinze minutos para a tristeza do Jânio e pra minha sorte. Jânio que me desculpe.
Quando cheguei ao bar, encontrei o meu pobre amigo todo surrado. Dois ou mais dentes estavam quebrados. Perguntei o que havia acontecido e o garçom, todo mijado - como era de praxe nas situações de briga -, me explicou tudo: o grandalhão de sempre, ou pelo menos desde a semana retrasada, 'sorteou' o Jânio e aí deu no que deu. Sustentei o que o restou do Jânio nos ombros e fui carregando o cidadão até a sua casa.
No meio do caminho resolvi perguntar onde estava toda aquela valentia que ele exibia quando as vítimas eram os outros. O Jânio, com a cara mais lavada e esbofeteada do mundo, me disse:
- Sabe Jurandir. Eu não quis reagir pra não estender muito a confusão, entende? Não quis machucar os caras. Além disso, eu não me importo muito se esse tipo de coisa acontece comigo.
Agora, se fosse com você Jurandir, meu amigo....
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