No último domingo fui à bienal do livro. Três salões enormes, com stands de editoras e livrarias, praça alimentação e tudo. Um sonho... Para elite
nenhuma botar defeito.
Só há um problema: o nome do evento não deveria ser Bienal do livro, mas, sim, Bienal dos Ricos. Ou da Elite. O que eles acharem melhor.
Começando pelo lugar, que é longe e muitos precisarão pagar duas, ou mais, passagens. A entrada é cara: R$12
a inteira. R$ 6 a meia. Muito pouca coisa em promoção, e
mesmo que esteja em promoção ainda está caro. Além disso, é melhor levar um
lanchinho na mochila, pois os ‘croquetes’ lá são bem carinhos. Que
trabalhador remunerado com salário mínimo tem condições de pagar a entrada, comprar
algum livro e se alimentar? Soa como piada. Pobre não tem direito a cultura.
Só há um problema: o nome do evento não deveria ser Bienal do livro, mas, sim, Bienal dos Ricos. Ou da Elite. O que eles acharem melhor.
Começando pelo lugar, que é longe e muitos precisarão pagar duas, ou mais, passagens. A entrada é cara: R$
Se nem o Thor Batista, que é ricaço, leu um livro inteiro. Imaginem
o pobre brasileiro que não tem dinheiro pra comprar sequer um livro de bolso.
Segregação cultural é o que há. Pobre bom é pobre burro, não é mesmo?
Segregação cultural é o que há. Pobre bom é pobre burro, não é mesmo?

5 comentários:
Pensei em tudo isso enquanto estava lá. Refrigerantes a 4 reais, nenhum bebedouro, salgados a 4 reais. Ou seja, lanchinhos não saem por menos de 10 reais.
Quanto ao lugar, realmente é longe demais, mas eu não consegui pensar em nenhum outro lugar no Rio de Janeiro com tamanho pra suportar a bienal.
Quanto ao ingresso, óbvio que deveria ser de graça. Alguns stands estavam reembolsando o ingresso em forma de desconto, mas mesmo assim não valia a pena. Livros estão ficando caros.
O que valia a pena lá dentro eram os mini-sebos... E olhe lá.
Mas você comprou alguma coisa, afinal?
Pensei em tudo isso enquanto estava lá. Refrigerantes a 4 reais, nenhum bebedouro, salgados a 4 reais. Ou seja, lanchinhos não saem por menos de 10 reais.
Quanto ao lugar, realmente é longe demais, mas eu não consegui pensar em nenhum outro lugar no Rio de Janeiro com tamanho pra suportar a bienal.
Quanto ao ingresso, óbvio que deveria ser de graça. Alguns stands estavam reembolsando o ingresso em forma de desconto, mas mesmo assim não valia a pena. Livros estão ficando caros.
O que valia a pena lá dentro eram os mini-sebos... E olhe lá.
Mas você comprou alguma coisa, afinal?
Desisti da Bienal faz tempo.
Pelos exatos motivos que vc colocou, que aliás foram descritos muito bem.
O que dá dinheiro neste país, meu caro, é pobre. Porque rico gasta no exterior. A Bienal é um evento que por si só já está pago. Patrocinador é isso. O evento tá pago independente de ser um sucesso ou não. E detalhe: pago com o nosso dinheiro, uma vez que as empresas abatem o valor do imposto de renda.
Isso ninguém discute, ninguém fala.
Esses eventos não são feitos para pessoas normais. Quem pode ir assistir a uma palestra ou a um café filosófico as 2 da tarde? Me diga!!!
A Bienal é só um exemplo e por aí vai...
Agora teremos o Festival do Rio de Cinema. Já viu a grade?
Nêgo não trabalha, né? Porque eles tem a cara de pau de colocar os melhores filmes sempre em horário comercial. Claro que é de propósito. O objetivo é esse. Segregar.
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